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Comissão de Seguros de Benefícios debate novas ações de conscientização e temas estratégicos do mercado

Reunião da CSB do Sindseg PR/MS avançou no planejamento de iniciativas para os próximos meses e discutiu temas como Alzheimer, Outubro Rosa, Universal Life e desafios relacionados aos seguros coletivos

A Comissão de Seguros de Benefícios (CSB) do Sindseg PR/MS realizou, na última terça-feira (4), mais uma reunião de trabalho, com uma pauta voltada tanto ao planejamento de ações de conscientização para os próximos meses quanto à discussão de temas que impactam diretamente o mercado de seguros de pessoas e benefícios.

Um dos principais assuntos foi a preparação de uma iniciativa para setembro, mês de conscientização sobre a doença de Alzheimer. A Comissão discutiu a possibilidade de convidar Elaine Mateus, presidente do Instituto Não Me Esqueças, para participar de um conteúdo especial sobre o tema. A proposta é produzir uma entrevista ou bate-papo em formato digital, permitindo que o material permaneça disponível posteriormente e alcance um público maior.

A ideia é abordar não apenas a doença, mas também seus impactos sobre as famílias e estabelecer conexões com questões relacionadas à proteção e ao seguro. Durante a reunião, os integrantes destacaram que conteúdos gravados podem ampliar o alcance da iniciativa em comparação com uma atividade exclusivamente presencial. A formalização do convite à representante do Instituto ficou entre os próximos encaminhamentos da Comissão.

Outubro Rosa também entra no planejamento

A CSB também começou a desenhar uma ação para o Outubro Rosa. Entre as possibilidades discutidas está a realização de um encontro presencial e aberto ao público, reunindo histórias reais de pessoas que enfrentaram o câncer de mama e relacionando essas experiências à importância da proteção financeira proporcionada pelos seguros de pessoas, especialmente as coberturas para doenças graves.

Uma das propostas é justamente trabalhar com experiências concretas, mostrando diferentes situações e aproximando a discussão sobre seguros da realidade das pessoas. Os integrantes ressaltaram que histórias pessoais podem contribuir para uma comunicação menos técnica e mais próxima do público, além de oferecer aos próprios corretores novas formas de conversar sobre proteção e planejamento com seus clientes.

Também foi levantada a possibilidade de buscar a participação de instituições e entidades ligadas à prevenção e ao enfrentamento do câncer de mama, somando esforços para ampliar a repercussão da iniciativa.

Universal Life e os desafios para o mercado brasileiro

Outro tema que gerou um debate técnico entre os integrantes foi o Universal Life. A Comissão discutiu o estágio de regulamentação do produto no Brasil, especialmente as questões tributárias relacionadas ao componente de acumulação e resgate, consideradas importantes para que as seguradoras tenham maior segurança para estruturar e comercializar o produto.

A conversa também avançou para os desafios de distribuição. Na avaliação dos participantes, produtos com maior complexidade exigem uma atuação mais consultiva e profissionais preparados para explicar adequadamente suas características ao consumidor. O debate ressaltou, portanto, a importância da capacitação do canal de distribuição à medida que novas soluções chegam ao mercado.

A Comissão deverá continuar acompanhando o assunto e compartilhar novas informações à medida que houver avanços relacionados à regulamentação e à operação do Universal Life no país.

Seguros coletivos e prevenção a irregularidades

Na parte final da reunião, a CSB tratou ainda de situações envolvendo o acionamento da cobertura de Invalidez Permanente por Acidente (IPA) em seguros coletivos por meio de procuradores e de casos suspeitos de irregularidades e fraudes.

Os participantes relataram situações identificadas pelo mercado e discutiram formas de melhorar a comunicação entre seguradoras, corretores e empresas estipulantes. Uma das preocupações apontadas é que, em determinadas situações, a própria empresa pode desconhecer movimentações relacionadas aos sinistros de seus funcionários, apesar dos reflexos que a sinistralidade posteriormente pode produzir sobre a apólice.

O debate evoluiu para uma questão mais ampla, a necessidade de o setor aperfeiçoar o compartilhamento de informações e desenvolver mecanismos que contribuam para a prevenção de fraudes e para uma avaliação mais adequada da sinistralidade das carteiras coletivas.

Como possibilidade para uma futura ação, foi sugerida ainda uma aproximação com profissionais e entidades representativas da área de Recursos Humanos, levando informações sobre seguros coletivos, IPA e os impactos que situações irregulares podem gerar para empresas e trabalhadores. A proposta foi registrada como pauta futura da Comissão.