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Seguro pet: assistência veterinária ganha espaço no Paraná com avanço do mercado de animais

Com mais de 6 milhões de cães e gatos no estado, serviços que oferecem proteção financeira e cobertura contra danos a terceiros disparam na preferência dos tutores.
Os animais de estimação já consolidaram seu espaço como membros indispensáveis das famílias paranaenses. Segundo dados recentes da pesquisa Selfie Paraná, impressionantes 81,71% da população do estado possui ao menos um pet em casa. Esse contingente, que ultrapassa a marca de 6 milhões de cães e gatos, está impulsionando não apenas o comércio de rações e acessórios, mas também o promissor mercado de serviços financeiros: a assistência e o seguro pet.

Com a evolução da medicina veterinária, que agora oferece exames de alta complexidade e tratamentos oncológicos ou ortopédicos de ponta, o custo para manter a saúde dos animais subiu consideravelmente. Para evitar surpresas no orçamento familiar em momentos de emergência, os tutores estão recorrendo às apólices de seguro.Como funciona a proteção?

No Brasil, os serviços de proteção animal costumam ser comercializados como um “adicional” vinculado a seguros tradicionais, como os residenciais ou automotivos. Entre as coberturas mais procuradas estão a orientação veterinária remota (telemedicina), atendimento emergencial presencial, transporte em situações críticas e até o custeio de hospedagem caso o tutor precise ser internado e não tenha com quem deixar o animal.

Apesar de o mercado pet nacional movimentar quase R$ 78 bilhões por ano, a adesão a essas soluções de proteção financeira ainda é baixa. No Paraná, a penetração dos seguros varia entre 1% e 2%, evidenciando um espaço gigantesco para a expansão das seguradoras nos próximos anos.

Responsabilidade civil em Maringá e região

Outro fator que tem acelerado a procura por apólices é o modelo de moradia nas grandes cidades. Com o processo de verticalização muito forte em centros urbanos como Maringá, Londrina e Curitiba, a convivência de cães e gatos em espaços compartilhados de condomínios exige atenção redobrada.

Guilherme Bini, presidente do SindSeg PR/MS (Sindicato das Seguradoras), destaca a importância da proteção contra imprevistos que envolvam terceiros. “Esse tipo de proteção tem se tornado cada vez mais relevante, especialmente em cidades onde a convivência em condomínios e espaços coletivos exige maior responsabilidade dos tutores”, afirma. Algumas apólices já garantem a indenização do tutor caso o seu pet cause acidentes ou danos materiais e físicos a vizinhos, evitando disputas judiciais e prejuízos financeiros.