Com a evolução da medicina veterinária, que agora oferece exames de alta complexidade e tratamentos oncológicos ou ortopédicos de ponta, o custo para manter a saúde dos animais subiu consideravelmente. Para evitar surpresas no orçamento familiar em momentos de emergência, os tutores estão recorrendo às apólices de seguro.Como funciona a proteção?
No Brasil, os serviços de proteção animal costumam ser comercializados como um “adicional” vinculado a seguros tradicionais, como os residenciais ou automotivos. Entre as coberturas mais procuradas estão a orientação veterinária remota (telemedicina), atendimento emergencial presencial, transporte em situações críticas e até o custeio de hospedagem caso o tutor precise ser internado e não tenha com quem deixar o animal.
Apesar de o mercado pet nacional movimentar quase R$ 78 bilhões por ano, a adesão a essas soluções de proteção financeira ainda é baixa. No Paraná, a penetração dos seguros varia entre 1% e 2%, evidenciando um espaço gigantesco para a expansão das seguradoras nos próximos anos.
Responsabilidade civil em Maringá e região
Outro fator que tem acelerado a procura por apólices é o modelo de moradia nas grandes cidades. Com o processo de verticalização muito forte em centros urbanos como Maringá, Londrina e Curitiba, a convivência de cães e gatos em espaços compartilhados de condomínios exige atenção redobrada.
Guilherme Bini, presidente do SindSeg PR/MS (Sindicato das Seguradoras), destaca a importância da proteção contra imprevistos que envolvam terceiros. “Esse tipo de proteção tem se tornado cada vez mais relevante, especialmente em cidades onde a convivência em condomínios e espaços coletivos exige maior responsabilidade dos tutores”, afirma. Algumas apólices já garantem a indenização do tutor caso o seu pet cause acidentes ou danos materiais e físicos a vizinhos, evitando disputas judiciais e prejuízos financeiros.

