Fraude em seguro nos EUA: trio usou fantasia de urso para danificar carros de luxo e receber US$ 141 mil em indenizações. Caso terminou em prisão.
Segundo o Departamento de Seguros da Califórnia, os envolvidos contrataram uma pessoa para vestir uma fantasia de urso e invadir os automóveis estacionados. Dentro dos veículos, o falso animal utilizava utensílios semelhantes a garras para provocar arranhões em bancos, portas e painéis, criando aparência de destruição causada por um urso selvagem.
A fraude em seguro começou a ser investigada depois que uma seguradora desconfiou de um pedido relacionado a um suposto ataque ocorrido em janeiro de 2024 contra um Rolls-Royce Ghost, na região de Lake Arrowhead. Os proprietários enviaram imagens e vídeos mostrando o que parecia ser um urso rastejando no interior do carro e danificando a cabine.
Durante a apuração, investigadores identificaram outros dois pedidos semelhantes envolvendo modelos Mercedes-Benz, todos registrados na mesma data e no mesmo local. As imagens apresentavam cenas quase idênticas, o que aumentou as suspeitas sobre a autenticidade dos sinistros.
Após análise técnica, de acordo com o New York Times e o Estadão, especialistas concluíram que o animal não passava de uma encenação. Um biólogo do Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia afirmou que as imagens mostravam claramente um ser humano vestido com fantasia de urso.
Com mandados de busca, os agentes encontraram a roupa usada no golpe e ferramentas conhecidas como “garras de carne”, utilizadas para rasgar superfícies e simular marcas de ataque.
Ruben Tamrazian, de 26 anos, e Vahe Muradkhanyan, de 32, ambos de Glendale, foram condenados a 180 dias de prisão e ao pagamento de mais de US$ 50 mil cada em restituição. Alfiya Zuckerman, de 39 anos, também recebeu pena de seis meses de prisão. Um quarto acusado ainda responderá ao processo.
O caso chamou atenção pela criatividade do golpe, mas também reforça um alerta importante ao mercado. A fraude em seguro gera prejuízos diretos às seguradoras, aumenta custos operacionais e pode impactar o valor pago por consumidores honestos. Por isso, empresas do setor vêm ampliando o uso de inteligência artificial, perícia digital e análise de comportamento para detectar tentativas cada vez mais sofisticadas de fraude.

