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Após incêndio, circo de Tirullipa aciona seguro, mas cobertura pode ser insuficiente

Notícias | 13 de maio de 2026 | Fonte: CQCS l Manuella Cavalcanti

Um incêndio atingiu, na madrugada desta terça-feira (12), o circo Tirú, do humorista Tirullipa, instalado no estacionamento da Arena das Dunas. Apesar de não haver registro de feridos, o caso reforça o alerta para os riscos de incêndios em estruturas temporárias e os prejuízos que situações como essa podem causar, destacando a importância do seguro e de coberturas para eventos. Neste caso, o prejuízo estimado pelo humorista com o incidente chega a cerca de R$ 13 milhões.

Após o início do incêndio, Tirullipa acionou o seguro do circo. Segundo informações divulgadas, a apólice contratada pode não ser suficiente para cobrir a totalidade dos prejuízos, diante do valor estimado.

O seguro não deve se limitar à proteção do patrimônio físico, como estruturas e equipamentos, mas também desempenha um papel essencial na proteção das pessoas envolvidas nas operações e na continuidade das atividades do circo.

Em casos como o incêndio registrado no circo do humorista Tirullipa, a contratação de coberturas adequadas pode garantir não apenas a reparação de danos materiais, mas também amparo a equipes, fornecedores e ao público, além de contribuir para a retomada do negócio após o impacto de eventos imprevistos.

Quanto a isso, Dorival Alves, diretor do Sincor-DF e delegado representante da Fenacor junto à CNC, detalha que, além do seguro contra incêndio, circos devem considerar coberturas complementares, como seguro de responsabilidade civil, responsabilidade civil profissional, seguro de equipamentos e cenografia, seguro de conteúdos e lucros cessantes, seguro de transporte, seguro de acidentes pessoais e/ou vida para funcionários e artistas, e apólices que estendam cobertura a danos a terceiros entre o público presente.

“A tragédia reforça também a importância de uma apólice cuidadosamente elaborada, com garantias compatíveis ao risco real da atividade circense e da presença, desde a contratação até a eventual regulação e liquidação do sinistro, de um profissional corretor de seguros qualificado”, destaca ele.

Neste contexto, o papel do corretor de seguros se torna central na estruturação, adequação e acompanhamento dos contratos. Dorival ressalta que um profissional experiente faz o levantamento técnico do risco e do valor em risco, identificando as lacunas de cobertura, destacando as coberturas adequadas, negociando condições e taxas junto às seguradoras e acompanhando a manutenção periódica da apólice.

“No momento do sinistro, o corretor também atua como facilitador do aviso, organiza documentação técnica, orienta sobre perícias e agiliza o processo de regulação e liquidação, reduzindo atrasos e aumentando as chances de indenização justa e tempestiva”, finaliza.