No momento, você está visualizando Os preços de seguros na América Latina caem 8% no primeiro trimestre de 2026
high school,university student study.hands holding pencil writing paper answer sheet.sitting lecture chair taking final exam attending in examination classroom.concept scholarship for education abroad

Os preços de seguros na América Latina caem 8% no primeiro trimestre de 2026

Revista Cobertura – Gustavo Ghidotti –

 

Relatório mostra que tarifas de seguros de Danos Materiais e de seguros cibernéticos caem mais de 10%

De acordo com o último Relatório Global do Mercado de Seguros publicado pela Marsh Risk, um negócio da Marsh (NYSE: MRSH), líder global em riscos, resseguros, capital, pessoas, investimentos e consultoria de gestão, as tarifas globais de seguros comerciais caíram, em média, 5% no primeiro trimestre de 2026, 8% na América Latina e no Caribe.

A crescente concorrência entre seguradoras, juntamente com um ambiente favorável de sinistralidade e preços de resseguro, foram os principais fatores que impulsionaram a redução das tarifas, junto a uma maior capacidade do mercado.

O primeiro trimestre de 2026 marca o sétimo trimestre consecutivo de diminuição nas tarifas. O movimento de queda nos preços durante o primeiro trimestre continuou sendo impulsionado por uma capacidade abundante e uma intensa concorrência entre seguradoras na maioria das principais linhas de produtos.

Todas as regiões experimentaram reduções nas tarifas compostas no primeiro trimestre de 2026. As regiões do Pacífico e da Índia, Oriente Médio e África (IMEA) registraram as maiores quedas nas tarifas compostas, com 12% e 10%, respectivamente, enquanto as tarifas diminuíram na América Latina e no Caribe (LAC) e no Reino Unido em 8%. As tarifas caíram 6% no Canadá e na Europa e Ásia 5%. A tarifa composta geral nos Estados Unidos, que havia se mantido estável no quarto trimestre de 2025, caiu 1% no primeiro trimestre de 2026.

Alguns dos principais destaques da região incluem: 

As tarifas de seguros de Danos Materiais caíram 12%, pelo sexto trimestre consecutivo. 

  • Os seguros de Danos Materiais registraram altos níveis de concorrência entre seguradoras e uma capacidade significativa disponível, tanto local quanto internacional.
  • Riscos considerados bem estruturados pelas seguradoras registraram reduções nas tarifas; as exposições com controles fracos ou históricos adversos de perdas foram reavaliadas ou tratadas de forma seletiva. 

As tarifas de seguros de responsabilidade civil diminuíram 2% 

  • Excluindo responsabilidade por veículos, as tarifas de responsabilidade civil tiveram reduções significativas no Brasil, Chile, México e Peru. 

As tarifas em linhas financeiras e profissionais caíram 6%, pelo décimo trimestre consecutivo 

  • As reduções foram impulsionadas por altos níveis de concorrência entre seguradoras e capacidade disponível, local e internacional.
  • Clientes com maior exposição regulatória ou históricos desfavoráveis de sinistros geralmente receberam maior escrutínio. 

As tarifas de seguros cibernéticos caíram 11%, em comparação com uma redução de 14% no trimestre anterior.

  • Novos participantes no mercado aumentaram a capacidade disponível. 
  • Os clientes reavaliaram os limites de cobertura e muitos negociaram aumentos nos limites de renovação e melhorias nos sublimites. 

“A queda de 8% nas tarifas na América Latina e no Caribe reflete a redução global de preços que temos observado: a oferta de capacidade abundante e a concorrência intensa entre seguradoras estão criando condições de mercado mais favoráveis. Isso se traduz em mais opções e melhorias nas coberturas para os clientes, embora o mercado continue sendo seletivo com riscos que apresentam controles fracos e histórico adverso de perdas. Apesar da tendência de queda se manter pelo sétimo trimestre consecutivo, a disciplina e a qualidade do risco continuarão sendo determinantes para capitalizar essas condições”, afirmou Larissa Martins, Líder de Placement para a América Latina e o Caribe. 

Silvana Speranza, Diretora Executiva de Placement da Marsh Risk, comenta que o período de quedas consistentes é amparado por sólidos resultados das seguradoras, com sinistralidade equilibrada, e tem reflexos no mercado brasileiro. “Nos últimos meses, isso tem se traduzido em melhores condições de renovações para os segurados: coberturas mais amplas, franquias alinhadas ao perfil do risco e condições comerciais aprimoradas.” 

Segundo a executiva, embora se esperasse que a nova lei de seguros influenciasse os critérios de precificação, o impacto mais evidente foi a adaptação de processos e fluxos operacionais, sobretudo para dar maior transparência à contratação e à regulação de sinistros. 

“Permanecemos confiantes de que essa tendência de queda de taxas permanecerá sólida por mais um período, embora seja necessária atenção contínua às variáveis geopolíticas e climáticas”, observa. (Comunicação Marsh Risk)