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Férias de julho e Copa do Mundo: sair do país sem o seguro viagem pode representar grande prejuízo

Em momento de empolgação com a Copa do Mundo, chega o período de férias escolares e crescem as viagens internacionais. Mas antes de definir o roteiro, reservar hotéis ou comprar ingressos para atrações turísticas, é recomendável a contratação do seguro viagem.

O alerta ganha ainda mais relevância no Paraná. O Aeroporto Afonso Pena, localizado na Região Metropolitana de Curitiba, começa a operar a partir de amanhã (02/07) o voo da TAP Air Portugal vindo de Lisboa, o primeiro intercontinental direto que liga o Paraná à Europa. A capacidade da aeronave é para 269 passageiros e os primeiros a usarem a rota sem escalas desembarcam às 22 horas no Afonso Pena. O trajeto de Curitiba a Lisboa tem uma parada técnica no Rio de Janeiro e as partidas acontecem nas terças e quintas-feiras e aos sábados.

Nesse contexto de ampliação de oferta de voos e grandes eventos internacionais, o Sindicato das Seguradoras do Paraná e de Mato Grosso do Sul (Sindseg PR/MS) destaca a importância do seguro viagem. O custo da proteção representa de 4% e 8% do valor total da viagem, variando conforme o destino, a duração da estadia, a idade do viajante e o nível de cobertura contratado. Em contrapartida, segundo representantes da Comissão de Benefícios do Sindseg PR/MS, uma única emergência médica pode gerar despesas muito superiores até mesmo do total previsto para ser gasto na viagem.

Levantamento da Comissão mostra que uma fratura no pé com necessidade de cirurgia pode custar entre R$ 110 mil e mais de R$ 550 mil nos Estados Unidos, enquanto um simples atendimento por intoxicação alimentar pode ultrapassar R$ 16 mil para turistas sem cobertura médica.

Além das despesas médico-hospitalares, o seguro viagem normalmente oferece coberturas para atendimento odontológico de urgência, assistência farmacêutica, traslado médico, retorno antecipado ao Brasil, extravio de bagagem, cancelamento ou interrupção da viagem e outras situações que podem comprometer férias planejadas durante meses.

Outro ponto de atenção é a falsa sensação de segurança proporcionada por alguns cartões de crédito. Embora diversas bandeiras ofereçam seguro viagem como benefício, as coberturas variam conforme o cartão, costumam exigir a compra integral das passagens com aquele meio de pagamento e nem sempre atendem às necessidades do viajante. Por isso, é fundamental verificar previamente os limites, as exclusões e as condições da cobertura.

Também é importante lembrar que diversos países exigem seguro viagem para a entrada de turistas. Em boa parte dos principais destinos turísticos da Europa — como Portugal, Espanha, França, Itália e Alemanha, integrantes do Espaço Schengen — o viajante pode ser obrigado a comprovar a contratação de um seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares. Além de atender às exigências das autoridades migratórias quando aplicáveis, essa proteção oferece segurança financeira diante de imprevistos que podem ocorrer durante a viagem.

Para uma das integrantes da Comissão de Seguros de Benefícios do Sindseg PR/MS, Josiane D’Avila, contratar um seguro viagem significa viajar com mais tranquilidade. “Além de preservar o planejamento financeiro da família diante de imprevistos, o seguro garante assistência especializada justamente quando o viajante mais precisa – longe de casa, em um país com idioma, legislação e sistema de saúde diferentes”.

Os investimentos na contratação de seguro viagem em 2025 aumentaram 12,3% no Paraná, e segundo o último levantamentos da CNseg, neste ano, seguem em forte expansão. Enquanto a arrecadação com seguro viagem neste ano cresceu 3,29% no Brasil até março, no Paraná esse crescimento foi de 20,5%.