Comissão de Seguros de Automóveis do Sindseg PR/MS debateu os impactos da escassez de profissionais sobre a qualidade dos reparos e os desafios trazidos pela transformação tecnológica da frota.
A falta de mão de obra qualificada nas oficinas e a necessidade de preparação do setor de reparação automotiva para o avanço dos veículos elétricos estiveram entre os principais assuntos da reunião da Comissão de Seguros de Automóveis do Sindseg PR/MS, realizada nesta semana (02/09). O encontro reuniu representantes das seguradoras associadas para avaliar desafios no atendimento aos segurados e discutir alternativas para melhorar a qualidade e a segurança dos serviços prestados pelas oficinas.
Um dos pontos de maior preocupação foi o reflexo da escassez de profissionais sobre os reparos. Os participantes relataram dificuldades relacionadas tanto ao tempo de permanência dos veículos nas oficinas quanto à qualidade dos serviços executados, em especial quando o segurado escolhe oficina não referenciada. Em alguns casos, estabelecimentos chegam a solicitar temporariamente o bloqueio para o recebimento de novos veículos diante da lotação ou da falta de profissionais, situação que acaba comprometendo a programação dos serviços.
A Comissão também discutiu a importância de aperfeiçoar os mecanismos de acompanhamento dos reparos. Aprimorar os mecanismos disponíveis, como a realização de revistoria, o controle da qualidade antes da entrega do veículo e o bloqueio quando a oficina apresenta problemas recorrentes. A preocupação é evitar retrabalho, novas reclamações e situações em que o veículo seja devolvido ao segurado sem que o serviço tenha sido efetivamente concluído dentro dos padrões esperados.
Outro desafio que tende a ganhar cada vez mais importância é a chegada dos veículos elétricos às oficinas. Os integrantes da Comissão destacaram que esses automóveis exigem conhecimento técnico, procedimentos específicos e profissionais preparados para lidar com uma tecnologia que vem avançando rapidamente no mercado. A discussão envolveu também a necessidade de identificar oficinas efetivamente aptas a receber esses veículos.
Para o coordenador da Comissão, Alexandre Dubiela, a adaptação será determinante para a competitividade do setor. “Daqui a pouco, se a oficina não puder atender elétrico, ela vai perder muito mercado”, alertou. Segundo ele, será necessário avançar também na identificação e homologação de oficinas efetivamente preparadas para receber esses veículos, com necessidade de capacitação contínua e certificação.
Durante o encontro, foi mencionado a possibilidade de estimular programas de qualificação profissional usando estruturas já disponíveis como os cursos do SENAI para formar e qualificar a mão de obra nesse setor de reparo de veículos elétricos. Para os participantes, a atualização profissional deixa de ser apenas um diferencial e passa a ser uma necessidade diante das mudanças tecnológicas da frota. A tendência é que oficinas que invistam em capacitação estejam mais preparadas para atender às novas demandas do mercado segurador.
A Comissão avaliou ainda que o Sindseg PR/MS pode contribuir nesse processo por meio da disseminação de informações e da aproximação com o setor de reparação automotiva, levando às oficinas orientações sobre atualização tecnológica, segurança, responsabilidades e capacitação.


