Francesa, espanhola, americana e japonesa estão na segunda fase do processo, para oferta vinculante
Nomes como Icatu e Zurich já deixaram a negociação dado o elevado patamar de preço. As discussões estão em quase 15 vezes o lucro, patamar elevado para M&As no setor. Para os players que deixaram as tratativas, o valor justo estaria mais perto de 10 vezes o lucro.
A CNP é, até o momento, considerada a favorita. A francesa, assessorada pelo Goldman Sachs, tem demonstrado apetite até para absorver a operação do México no combo, se isso viabilizar a aquisição de Brasil, disse uma fonte. A Metlife também tem disposição financeira, mas há uma rivalidade entre as seguradoras que pode tornar uma incorporação pouco pouco digestiva, do ponto de vista de cultura dos negócios, e isso estaria sendo ponderado pelo vendedor. A americana é assessorada pelo J.P. Morgan.
A espanhola Mapfre se mantém na disputa, mas com menor agressividade, e hoje considerada uma comprador menos provável. No Brasil, a companhia atuava principalmente por meio da parceria com o Banco do Brasil, mas ganhou mais liberdade de atuação com uma revisão dos termos contratuais. A companhia contratou o Rothschild como seu representante nas negociações pela Prudential.
A principal surpresa no processo é a japonesa Daiichi Life, nome do qual se tinha pouca referência no setor no Brasil. É no Japão a maior operação internacional da Prudential, o que indica que a Daiichi deve conhecer bem o concorrente. O assessor financeiro da japonesa é o Bank of America.
O Morgan Stanley é o assessor da Prudential na venda da operação de Brasil e México.

