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Gerenciamento de riscos ajuda empresas a proteger patrimônio, reputação e vidas

Durante a 1ª Semana do Seguro em Curitiba, representantes do setor explicam que boa parte dos danos são evitáveis e gestão de riscos pode tornar coberturas mais acessíveis.

Incêndios, falhas operacionais, acidentes, eventos climáticos e problemas estruturais podem comprometer o funcionamento de empresas de todos os segmentos.

Muitos incidentes que geram milhões em prejuízos anualmente e acabam repercutindo no preço dos seguros decorrem de situações evitáveis, caso houvesse uma maior atenção com a gestão de riscos.

Uma pesquisa de maturidade do processo de gestão de riscos realizada pela consultoria KPMG apontou que 43% das organizações brasileiras não utilizam a gestão de riscos para orientar o planejamento estratégico. Além disso, 63% afirmam que o nível de entendimento dos colaboradores sobre gestão de riscos é baixo ou inexistente.

Esse é um dos temas em discussão nesta 1ª Semana do Seguro em Curitiba, que acontece de 14 a 20 de junho. Um esforço conjunto de entidades representativas do setor segurador em parceria com a Prefeitura de Curitiba e Câmara Municipal de Vereadores.

De acordo com Ulisses Caldeira, diretor do Sindicato das Seguradoras (Sindseg PR/MS), gerenciar riscos significa identificar, avaliar e tratar situações que possam afetar os objetivos de uma organização. “Mais do que evitar prejuízos financeiros, a prática busca preservar pessoas, patrimônio, reputação e a continuidade das operações”.

Segundo as diretrizes internacionais da ISO 31000 e as normas brasileiras de segurança e gestão, a análise de riscos deve estar integrada às atividades da empresa, ser baseada em informações confiáveis e adaptada à realidade de cada negócio.

O processo envolve etapas como identificação dos riscos, avaliação dos impactos potenciais, definição de prioridades e implementação de medidas preventivas. Entre os fatores normalmente analisados estão localização, características construtivas, exposição a incêndios, eventos da natureza, sistemas de proteção e procedimentos operacionais.

Segundo o diretor do Sindseg PR/MS, as seguradoras também utilizam o gerenciamento de riscos para avaliar exposições e auxiliar empresas na adoção de medidas que reduzam a probabilidade de perdas.

A prevenção contra incêndios é um dos exemplos mais relevantes. Sistemas de detecção e combate ao fogo, inspeções elétricas, termografia, treinamento de equipes e boas práticas de organização dos ambientes podem reduzir significativamente a ocorrência de acidentes.

O especialista explica que “áreas desorganizadas, armazenamento inadequado de materiais inflamáveis, instalações elétricas precárias e falhas de manutenção estão entre os fatores que mais contribuem para a ocorrência de sinistros”.

Dados oficiais mostram que só o Primeiro Batalhão de Bombeiro Militar (1º BBM) atendeu em Curitiba no ano passado 58 ocorrências de incêndio em comércios, 13 em empresas de prestação de serviço, com uma ocorrência registrada em indústria.