A Comissão Interna de Seguros Especiais (CISE) e a Comissão Interna de Seguros Patrimoniais (CISP) do Sindseg PR/MS reiniciaram suas atividades com temas bastante palpitantes nas companhias nesse início de ano.

Na reunião da CISE realizada na última semana (18/02), o coordenador da Comissão, André Giordani (Allianz), trouxe como tema central a perspectiva de uma super safra em 2025 e os reflexos para o mercado de seguro rural nos dois estados (Paraná e Mato Grosso do Sul).

Para Giordani, nos últimos 10 anos, seguro rural é uma das carteiras que mais tem atraído corretores e corretoras de todos os portes. “Mas temos bastante ainda a evoluir para dar oportunidade de mais pessoas acessarem. É um mercado que tem uma alavanca muito forte para economia, então é importante estarmos com bons produtos, boa capilaridade e abrangência para que, cada vez mais, nossas safras estejam cobertas pelo seguro agrícola”.

A estimativa é que a cobertura de seguro agrícola no Brasil não chegue a 20% da safra, o que indica um potencial gigantesco de crescimento. Na Argentina, por exemplo, o seguro cobre cerca de 80% das lavouras, segundo dados divulgados pela seguradora Sancor.

De acordo com levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a perspectiva é que o Brasil tenha em 2025 a maior safra agrícola da história, com previsão de colher 325,7 milhões de toneladas de grãos, crescimento de 9,4% em relação à safra anterior. 

Novos players

Na reunião da Comissão Interna de Seguros Patrimoniais (CISP), realizada na última terça-feira (25/02) foi debatida a perspectiva de entrada massiva de novos players no mercado (insurtechs, associações de proteção veicular e cooperativas).

Há uma preocupação comum entre as seguradoras se realmente as associações passarão a cumprir as regras trazidas pela nº 213/2025, dentre as quais, a constituição de reservas técnicas, administração separada mantendo gestão distinta para a arrecadação de contribuições e pagamento de indenizações, além de integração com a Susep para o envio de informações.

“Precisa existir um cadastro de fácil acesso para todos nós que operamos no mercado e principalmente para que os consumidores saibam quais são as empresas, associações e cooperativas que estão operando de forma regular. Permitir que as pessoas possam saber exatamente com quem estão contratando, além de evitar que más condutas de empresas irregulares acabem maculando a imagem do mercado regular de seguro”, destacou um dos membros da comissão.

No caso das insurtechs, a automatização de processos e economia com pessoal já está gerando alguns complicadores no atendimento de sinistros. Segundo informações trazidas à comissão, há relatos de oficinas pedindo para se descredenciarem dessas empresas pela dificuldade de contato e liberação para conserto dos veículos e consequente reclamação dos segurados.