Um incêndio destruiu uma oficina mecânica em Pelotas (RS), no dia 23 de março, causando prejuízo estimado em R$ 250 mil ao mecânico Márcio Silva da Costa, de 45 anos. Parte dos veículos foi retirada, mas outros acabaram danificados, incluindo carros de clientes sob sua responsabilidade. Sem seguro para cobrir os danos, ele agora responde integralmente pelos prejuízos e depende de doações e empréstimos para tentar reconstruir o negócio. Diante disso, o CQCS conversou sobre o caso com Dorival Alves de Sousa, advogado, corretor de seguros, diretor do Sindicato dos Corretores de Seguros no Distrito Federal (Sincor-DF) e delegado representante da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor).
Para o especialista, o incidente é um lembrete poderoso da importância da proteção adequada para os negócios. “A contratação de um seguro específico pode não apenas prevenir prejuízos financeiros significativos, mas também garantir a continuidade das operações e a segurança dos clientes”, afirmou Sousa.
De acordo com Dorival, a contratação de um seguro específico para oficinas mecânicas é fundamental. “O seguro de incêndio para oficinas é uma modalidade empresarial que protege contra incêndios, explosões e danos a veículos de clientes”, explicou ele.
Entre as principais coberturas estão incêndio, explosão e fumaça, que protegem contra danos causados por fogo e eventos correlatos; lucros cessantes, que indenizam as perdas financeiras durante o período em que o negócio fica paralisado; e furto ou roubo, que garante proteção para ferramentas e equipamentos de maior valor.
Além disso, a cobertura de responsabilidade civil, que cobre prejuízos a veículos de clientes enquanto estão sob a guarda da oficina, se torna fundamental diante das obrigações previstas na legislação. Isso porque, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), os estabelecimentos são responsáveis por danos materiais causados aos bens dos clientes enquanto estes permanecem sob sua custódia, o que reforça a importância de uma proteção securitária adequada para reduzir riscos financeiros e jurídicos.
Para evitar situações semelhantes ao de Márcio Silva da Costa, Dorival detalha que os empresários devem considerar as seguintes dicas ao contratar um seguro, como avaliar todos os riscos envolvidos na operação, incluindo o valor total dos veículos de clientes que permanecem no local e os equipamentos utilizados no dia a dia.
Os empresários também devem verificar a cobertura de terceiros, assegurando que a apólice contemple eventuais danos a veículos sob responsabilidade da oficina, inclusive em casos de incêndio, e analisar a contratação de coberturas adicionais, como proteção para ferramentas e equipamentos de alto valor, ampliando a segurança do negócio.
Finalizando sua participação, Dorival reforça o papel do corretor em todo o processo. De acordo com o especialista, a contratação de um seguro deve ser feita com a orientação de um profissional, que pode ajudar a escolher a apólice mais adequada e esclarecer dúvidas sobre coberturas. “O corretor é essencial, especialmente em situações de sinistro, pois oferece suporte na hora de acionar a seguradora e garante que o empresário entenda todas as implicações do contrato”, concluiu ele.

