A Comissão Interna de Seguros de Benefícios (Cise) do Sindseg PR/MS esteve reunida na última semana discutindo os temas mais importantes do momento no seguro de pessoas, que arrecadou R$ 72 bilhões em 2024.
Esse valor representa um crescimento de 16,2% em relação ao ano anterior, 2023. Os seguros de vida foram responsáveis pela maior parte da arrecadação, com 52% do total pago aos segurados, seguido pelo seguro prestamista com 23% e acidentes pessoais com 10%, de acordo com a Fenacor.
O número de beneficiários de planos de saúde no Brasil atingiu um recorde histórico em março de 2025, com 52,1 milhões de pessoas cobertas, de acordo com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Este é o maior número registrado na série histórica.
Com relação à previdência privada, o membros da comissão discutiram o decreto publicado pelo governo federal na última segunda-feira (9) estabelecendo que, a partir de janeiro do próximo ano, haverá a incidência de 5% de IOF sobre as contribuições que excederem R$ 600 mil ao ano. Para alcançar esse montante, a aplicação mensal seria de R$ 50 mil, mesmo que distribuídos entre diferentes seguradoras.
Para os membros da Comissão o decreto é um retrocesso na medida em que desestimula investimentos em previdência privada e também traz uma burocratização excessiva para as seguradoras, que precisarão criar mecanismos para registrar e informar os aportes dos segurados às autoridades para aferir os limites e verificar quais investimentos que estariam suscetíveis de tributação.
Reposta da Fenaprevi sobre reivindicação da Comissão
Uma bandeira que vem sendo levantada pela Cise desde o ano passado era a criação de um banco de dados com histórico de sinistralidade dos seguros de vida em grupo para que as companhias pudessem precificar corretamente a cobertura. De acordo com o diretor executivo do Sindseg PR/MS Ramiro Dias, os representantes da Fenaprevi informaram que até agora não existe um banco com esses dados que pudesse ser compartilhado com as seguradoras. “Não existe um registro das apólices nem na Fenaprevi e nem na Susep”, disse Ramiro.
Um dos membros da Comissão Cleberson Sales (Mapfre) destacou que ainda é possível se discutir a disponibilização de uma ferramenta para iniciar esse banco de dados que seria alimentado pelas seguradoras.

